Poesia... é rima?

Ouçam a leitura deste poema pela professora e depois repitam, tentando respeitar a pontuação e simultaneamente as mudanças de verso.

POESIA

Passa-me rente ao ouvido
e quer saber: como se faz uma rima?
E eu respondo: casando dois sons iguais,
juntando ar com lugar
ágil com frágil, vento com
pensamento,
magia com alegria. E digo mais:
nem sempre é preciso rimar;
pode acontecer que o verso
seja livre de dizer
o que lhe vai na cabeça
sem ter pressa de pôr as palavras em jeito de
combinar.

José Jorge Letria,
Carta a um jovem antes de ser poeta, Editora Campo das Letras


Reflitam agora sobre as questões com a ajuda da professora:

1. O sujeito poético considera ser obrigatória a existência de rima num poema?

2. Quais as "possibilidades" que um poema tem para ser mesmo um poema?

3. Repara na forma do poema. Trata-se de uma forma que obedece a algum critério específico?

3.1. De que modo a forma do poema se relaciona com o seu conteúdo?

4. Compara este poema com o de Álvaro Magalhães e identifica as principais semelhanças e diferenças no que diz respeito à forma e ao conteúdo temático.

Expressão escrita: recria o poema de José Jorge Letria, completando o texto lacunar (depois deves copiar e colar numa caixa de comentário).

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Para que serve a poesia

Lê as estrofes finais do poema de Álvaro Magalhães.


(...) Para que serve a poesia? Serve para haver poesia.
Para o homem ser um homem.
Para o gato ser um gato. Para a flor ser uma flor.

Não fosse ela, a poesia,
e não nascia o Sol.
Tudo o que havia
era uma noite eterna,
escura e fria.
É por haver poesia,
que os dias são dias.

Isso eu sei.

E tu, sabias?


Álvaro Magalhães
O Brincador, Edições Asa

Numa caixa de comentário, acrescentem novos significados à "poesia", partindo do verso «É por haver poesia,» e substituindo o verso «que os dias são dias» por outro criado por vós.

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Módulo 13 - Textos expressivos e Poéticos: Poemas de autores portugueses


«A poesia é e está em tudo, pois em si, nada mais é do que uma visão - e a melhor - que o homem pode ter na vida.»
Charles-Pierre Baudela
ire

Neste módulo, irão estudar textos poéticos e expressivos.
No final deste estudo, espera-se que alcancem as seguintes competências:
  • Ler poemas e textos expressivos seleccionados de vários autores portugueses.
  • Distinguir o texto poético de outros textos literários.
  • Interagir com o universo de sensações, emoções, ideias e imagens próprios do discurso poético.
  • Identificar as ideias importantes de um poema e as relações entre as mesmas.
  • Realizar mapas de ideias.
  • Reconhecer algumas noções de versificação.
  • Identificar alguns dos mais relevantes recursos expressivos utilizados no texto poético.
  • Elaborar fichas biobibliográficas.
  • Desenvolver competências fundamentais da Língua Portuguesa.

Para começar, gostaria de me "mostrassem" o que é a POESIA para vocês.


Para tal, elaborem u
m Mapa Conceptual ou Mapa de Ideias cujo resultado visual será qualquer coisa deste género (a aplicação C-Maps Tools já está disponível nos computadores).


Aqui ficam os mapas conceptuais elaborados por vocês.


João Mateus
Tiago





Pedro



Rúben


Daniela
NunoJosé

Diogo
Jorge






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Entrevista Televisiva

Para encerrar o tema e o módulo dos textos dos media, vamos assistir a um excerto da entrevista à pedopsiquiatra Dra Ana Vasconcelos, por Miguel Sousa Tavares, no seu programa Sinais de Fogo da SIC.




Resolvam agora o exercício que se segue (copia as afirmações para Word para poderes responder a tudo o que te é pedido e envia para o e-mail).

As afirmações que se seguem são Verdadeiras, Falsas ou Incompletas?
Corrige as falsas e completa as incompletas.

1. A pedopsiquiatra não concorda com a afirmação de Miguel Sousa Tavares: «já nem as crianças são inocentes».

2.Segundo a entrevistada, o bullying não é um fenómeno actual.

3. A psiquiatra atribui a culpa deste fenómeno sobretudo à crise de valores da família.

4. M.S.T. explica o que é a equidade: «Uma criança que maltrata um colega da escola tem consciência de que está a fazer mal».

5. Bullying, palavra de origem alemã, quer dizer «desordeiro».

6. A ideia do bullying é «exercer um poder sobre o outro».

7. Estudos demonstram que os jovens que praticam o bullying não revelam habitualmente empatia pelo outro.

8. A Dra. Ana Vasconcelos afirma que os professores conseguem identificar o perfil de um agressor.

9. Estudos recentes têm revelado que uma das características de um jovem agressor é a capacidade de compreender características sociais dos grupos.

10. Pode haver alguma relação entre a agressividade e o meio social.

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Entrevista Radiofónica

Continuando no tema do bullying, vamos ouvir os primeiros 25 minutos desta entrevista transmitida pela Antena 3.






Em seguida, deverão realizar este exercício de compreensão oral.



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Entrevista escrita

Lê esta curta entrevista sobre um tema da actualidade.

Bullying

Fenómeno tem dimensão preocupante

04 Março 2010

3 perguntas a Sónia Seixas, Investigadora.

Actualmente, existem mais casos de bullying em Portugal ou mais denúncias?

Há mais visibilidade do fenómeno e presentemente assume uma dimensão preocupante. As escolas onde se fazem estudos sobre o bullying têm encontrado níveis muito preocupantes de envolvimento de alunos nesse fenómeno, entre vítimas e agressores. Estamos a falar de níveis de 15, 20 e até 30% de alunos envolvidos em situações de bullying.

O que leva os jovens a envolverem-se nestes fenómenos?

As motivações são múltiplas. Pode ter a ver com os estilos de comportamento dos pais, se são muito permissivos, se não controlam o comportamento. Podem ser causas mais macros- sociais ligadas à violência que entra na nossa casa todos os dias pela televisão, videojogos e existem ainda factores que têm a ver com o próprio crescimento e afirmação das crianças.

Como se pode identificar uma vítima e um agressor?

O isolamento no recreio pode ser um sinal de alerta para identificar uma vítima. Serem as últimas a ser escolhidas nos jogos de educação física, terem as coisas estragadas, arranhões, perdem constantemente o dinheiro, também são sinais ligados às vítimas. Os agressores são crianças que aparecem com coisas que não são delas, têm necessidade de dominar os outros e têm mudanças de humor.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1510332&seccao=Norte

Considerando as informações no post abaixo sobre as características da entrevista, responde às questões numa caixa de comentário.

1. Consideras que as 4 máximas do princípio de cooperação foram respeitadas pelo entrevistador e pela entrevistada? Justifica a tua resposta.

2. E o princípio de cortesia, foi desrespeitado alguma vez? Justifica.

3. Achas que o entrevistador tinha preparado estas perguntas de acordo com as expectativas da entrevistadora e o objectivo da entrevista?

3.1. Qual é, de facto, o objectivo da entrevista?

3.2. Quais serão os potenciais leitores desta entrevista?

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Entrevista


A entrevista é um tipo de texto que se enquadra no âmbito da interacção verbal. Como se diz na Gramática da Língua Portuguesa, de Mira Mateus et al., “para que se estabeleça uma relação de interacção verbal não basta relacionarem-se os seus factores constituintes. É necessária a existência de uma base de cooperação mínima entre os sujeitos locutores, a qual deve conter os princípios que regulam basicamente qualquer transmissão verbal de informação”. Lê esses princípios no texto que se segue:

Princípio de cooperação: metaprincípio que regula as trocas verbais e que se encontra especificado num certo número de “Máximas Conversacionais” [Grice]: Quantidade – ser tão informativo quanto o necessário. Qualidade – ser sincero e verídico. Relação – ser relevante, isto é, mobilizar informação pertinente quanto ao discurso anterior. Modo – ser claro, isto é, evitar discurso longo, ambíguo e desordenado.

Princípio de cortesia: conjunto de regras que regem o comportamento do locutor em relação ao seu co-enunciador [não ser agressivo, sarcástico, não monopolizar a palavra…]; por outro lado, regras que prescrevem ao enunciador não pôr em perigo a sua própria face [não ser demasiado respeitoso ou, inversamente, demasiado pretensioso…].


FICHA-GUIA

Guião de entrevista
› texto que serve de base à realização de uma entrevista.
Antes de realizar qualquer entrevista, é necessário seleccionar:
› o tema;
› os objectivos da entrevista;
› a pessoa a entrevistar.
Para facilitar a condução da entrevista, deve-se construir um guião que respeite alguns procedimentos: Elaborar perguntas de acordo com:
› o tema;
› os objectivos da entrevista;
› as expectativas do entrevistador e de possíveis leitores/ouvintes.
Construir perguntas variadas [mais abertas – “O que pensa de …?” – ou mais fechadas – “Gosta de …?”], evitando influenciar as respostas e procurando alternativas para eventuais fugas ao tema.
Adequar as perguntas ao entrevistado [personalidade, nível etário, nível sociocultural…] e à situação [momento e lugar].

Seleccionar um vocabulário claro, acessível e rigoroso. Estabelecer o número de perguntas e proceder à sua ordenação.

Ao passar o texto a limpo, é importante ter em conta:
› a pontuação;
› a ortografia;
› a apresentação gráfica.

Fonte:http ://www01.madeira-edu.pt/projectos/vemaprenderportugues/Saber%20Mais/Escrita/Modelos/Docs/modelos_var.htm#entrv

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